quinta-feira, 30 de junho de 2016

MINHA EXPERIÊNCIA COM RPG



Hoje eu to inspirado para escrever. E apesar de não escrever nada muito relevante, resolvi compartilhar com vocês minha breve experiência com o RPG.

Bem, ainda lembro do meu primeiro contato com o RPG. Isso foi quando ainda era um jovem pentelho de 9 anos e tinha ido na casa do meu primo. Nesse dia lá estava ele em volta de uma mesa com mais três amigos “contando” uma história maluca com monstros, anotando números em uma ficha e uma vez ou outra rolando uns dados estranhos. Quando vi aquilo pela primeira vez fiquei maluco e me apaixonei por aquela “coisa” de contar histórias e fazer o uso total da imaginação, aliais eu nunca fui um garoto muito normal, pois sempre preferi brincar mais de “faz de conta” do que de brinquedos propriamente dito. Então aquilo seria o jogo perfeito pra mim.

 Naquele dia não consegui jogar na casa do meu primo, porem ao chegar em casa peguei uma folha de papel e tentei reproduzir o que tinha visto naquelas fichas estranhas anotando algumas informações genéricas como “Força”, “Agilidade”, Nome, Idade. Peguei um outro caderno velho, e começai a escrever itens e armas medievais que poderiam ser usados em um jogo daquele tipo, jogo da qual eu não fazia ideia nem do nome que tinha e também não me preocupei em perguntar o que era pro meu primo, só queria jogar algo semelhante. 

Dias depois chamei um colega que tinha costume de brincar na minha casa para testar aquele jogo doido (isso em uma época que os brinquedos e o “faz de conta” ainda reinavam absoluto, já que o acesso a jogos eletrônicos era bem limitado). Expliquei pra ele de forma bastante tosca o pouco que tinha entendido só de observar meu primo jogando e rapidamente começamos a “montar” os nossos personagens que deveriam se aventurar por um mapa tosco que eu havia desenhado em um sulfite. Logo, estávamos nos aventurando em nossa imaginação. 

O mais engraçado é que nessa época eu não tinha noção do que era mestre ou jogador, dessa forma cada um tinha um tempo limitado para narrar o que seu personagem estava fazendo, enquanto o outro podia ajudar e interagir nessa narração em alguns pontos. Quando encontrávamos monstros rolava-se um dado comum (d6) para o nosso personagem e outro para o monstro; o maior resultado vencia e acertava o golpe causando um dano especificado pela arma (que eu tinha escrito brevemente). Ou seja, as fichas eram praticamente decorativas, já que os valores anotados nos atributos genéricos eram irrelevantes para a “mecânica” do jogo. Mas mesmo assim lembro que foram as experiências mais divertidas que eu tive na infância. 

Depois de várias partidas desse meu “pseudo-RPG” acabei descobrindo um pequeno grupo no meu bairro que jogava “Vampiro – A Máscara”. Apesar de ter me divertido um pouco, a experiência com esse grupo não foi tão legal quanto ao que eu tinha antes (acho que o mestre era meio chato e também creio que não curti muito a “pegada” do Vampiro) e pouco tempo depois acabei me afastando da galerinha que jogava e fiquei uma fase afastada do RPG, pelo menos sem jogar RPG, já que nessa época tive o contato pela primeira vez com a revista Dragão Brasil e desde o momento que descobri que existia revistas direcionadas para o “hobbie” minha busca por elas em sebos e bancas de revista se iniciou. 

Depois desse período, apesar de estar lendo cada vez mais sobre o RPG em revista que encontrava por ai e depois ter tido cada vez mais contato com o hobbie pela internet, jogava cada vez menos. No meu bairro já não existia (pelo menos que eu saiba) um grupo de RPG que pudesse participar e eventos por aqui sempre foram escassos. Algumas poucas vezes que tentei jogar um ou outro sistema, seja próprio (sim desde a época do pseudo-RPG eu tentava criar sistemas próprios de RPG) ou aqueles que encontrava em pdf, mas infelizmente não deu muito certo pois eu tentava criar uma aventura completamente no improviso como na época em que jogava o pseudo-RPG, mas acho que com o passar dos anos eu fui perdendo o jeito de improvisar tudo da história e  sempre as aventuras não iam pra frente (sim tenho um problema em metrar jogos 100% no improviso), fora o fato que eu só tinha um irmão para jogar o roleplay já que meus colegas eram bem diferentes e não curtiam o hobbie (ou nem conheciam e eu fui burro de não apresentar). 

Foi quando em 2014 eu tive contato com um grupo de RPG aqui da cidade pelo Facebook, marquei e compareci em algumas sessões de jogo e tive ótimas experiências com FIASCO, OLD DRAGON e um outro sistema que não me recordo. O importante desses pequenos encontros é que tive a oportunidade de renovar o gosto pelo hobbie e sair um pouco da “teoria” e partir para pratica. Apesar do grupo ainda se encontrar de formas esporádicas, faz um bom tempo que não jogo com eles (apesar de tentar arrumar um tempinho para se juntar a eles). Espero retornar a jogar com eles em breve!

Bem, mas foi apenas no o ano passado, continuando minha isolada jornada na parte “teórica” do RPG que me deparei com o excelente blog Pontos de Experiência do Diogo Nogueira. O blog é para mim uma das melhores fontes sobre RPG que pude ter o prazer de encontrar. Além de resenhas, dicas, tabelas e tudo o que um jogador e mestre de RPG pode querer o blog ainda incentivava um “modo” de se jogar que eu desconhecia: O “modo Old School”.

Foi a partir do blog que pude ter um maior conhecimento dos jogos da “velha guarda” e conhecer o movimento OSR da turma que queria reviver o espiro “old” dos RPGs com seus retro-clones e eventos (falarei mais a fundo sobre OSR e jogos old school em breve). 

 
Apesar de na época que descobri o mundo OSR eu já ter jogado OLD DRAGON, eu nem sabia que o mesmo era uma espécie de retroclone. Então, partindo da ideia de que já tinha uma noção do sistema OLD DRAGON, procurei o sistema na internet e consegui um pdf (do beta) da qual comecei a ler para entender mais as regras. Pouco tempo depois, reuni a galera que já jogava boardgame aqui em casa e fiz a proposta de começarmos a jogar RPG. 

E foi assim que retornei as atividades práticas rpgisticas, e como mestre ainda por cima!

 Para evitar de me perder em meio a uma aventura 100% improvisada, adquiri gosto em planejar aventuras após ler algumas aventuras prontas em revista, blogs e outras mídias que encontrava (principalmente o pdf do Old Dragon “Que as Aventuras Comecem! - v1.0”) que me deram base e confiança junto com as dicas marotas do blog Pontos de Experiência de sempre.

A primeira aventura que fiz, foi excelente!!! 

A aventura durou cerca de 3 sessões mestradas em um período de 2 meses (alguns finais de semana sim e outros não). Tive aquela mesma velha sensação de libertar minha imaginação e criatividade e foi ainda melhor pois cada um dos jogadores, apesar de novatos, ajudaram muito na construção e diversão da aventura. O nome da aventura foi batizado como “Masmorra Maldita”, nome que estou batizando esse blog e a futura E-zine de conteúdos “pulp” e RPG.

Bem esse foi minha breve história com o hobbie. Nos Posts posteriores trarei o relato da minha primeira aventura bem sucedida (citada acima).

Se você teve a paciência de ler até aqui, deixa seu comentário ai em baixo e até a próxima pessoal!!!

Vlw

By Crustie.

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